MEU OLHAR
O interesse pelas pessoas veio antes da psiquiatria.
Sempre gostei de observar as pessoas. De perceber os detalhes, de ouvir histórias, de tentar compreender o que faz alguém pensar, sentir e enxergar o mundo de determinada maneira.
Me interessa aquilo que torna cada pessoa singular: suas experiências, seus vínculos, suas escolhas, suas contradições e até o que ainda não consegue colocar em palavras.
Talvez seja por isso que tenha encontrado na psiquiatria uma forma tão particular de exercer a medicina.
Não escolhi a psiquiatria para explicar as pessoas. Escolhi porque quero conhecê-las.
Conhecer alguém exige curiosidade, tempo e disposição para questionar as próprias impressões.
Na clínica, isso significa não presumir que duas pessoas com sintomas semelhantes estejam vivendo a mesma experiência. Significa compreender o contexto em que determinado sofrimento apareceu, o que mudou ao longo do tempo e como aquela pessoa entende o que está acontecendo consigo.
O diagnóstico tem seu lugar. O tratamento também.
Mas nenhum dos dois substitui o encontro com a pessoa que está diante de mim.
A psiquiatria que eu vivo

A escuta é o começo. Não o tratamento inteiro.
Acredito em uma psiquiatria que reúne conhecimento científico, raciocínio clínico e atenção à singularidade de cada pessoa.
Uma consulta não se resume a identificar sintomas e escolher uma medicação. É preciso investigar, formular hipóteses, compreender a evolução do quadro e considerar as diferentes possibilidades de cuidado.
Nem todo sofrimento corresponde a um transtorno mental. E nem toda dificuldade precisa ser imediatamente transformada em diagnóstico.
Da mesma forma, reconhecer quando existe uma condição que necessita de tratamento é parte fundamental da responsabilidade médica.
Escutar com atenção não significa deixar de investigar. E investigar não significa deixar de escutar.
Meu trabalho é integrar essas duas dimensões para construir, junto ao paciente, uma compreensão mais consistente do que está acontecendo e das possibilidades de tratamento.
Como funciona a consulta
Tempo para conhecer. Critério para cuidar.
A primeira consulta é um espaço de avaliação clínica e de conhecimento da sua história.
Conversamos sobre o motivo que levou você a procurar atendimento, os sintomas ou dificuldades atuais, quando começaram, como evoluíram e de que maneira interferem na sua vida.
Também procuro compreender aspectos importantes da sua trajetória, seus relacionamentos, sua rotina, seu histórico de saúde e os tratamentos que já realizou.
Essa investigação não segue um roteiro rígido. Cada pessoa chega com necessidades diferentes, e a condução da consulta respeita essas particularidades.
Tempo
Reservo um período ampliado para as consultas, especialmente para a avaliação inicial. Isso permite investigar com profundidade, sem transformar o encontro em uma sucessão apressada de perguntas.
Avaliação diagnóstica
O diagnóstico é uma construção clínica. Considero os sintomas, sua duração, intensidade, evolução, contexto e possíveis explicações alternativas. Quando necessário, a avaliação continua ao longo dos encontros seguintes.
Tratamento individualizado
A conduta pode envolver orientações, acompanhamento, intervenções psicoterapêuticas realizadas por profissional habilitado, tratamento medicamentoso ou articulação com outros profissionais de saúde.
A indicação de medicamentos é feita quando existe justificativa clínica, considerando benefícios, riscos e preferências do paciente.
Acompanhamento
O tratamento não é uma decisão isolada tomada na primeira consulta. A evolução clínica, a resposta às intervenções e as mudanças na vida do paciente orientam as decisões ao longo do tempo.
Em alguns momentos, a conduta é intervir. Em outros, observar, investigar melhor ou reavaliar uma hipótese.
Saber esperar também pode ser uma conduta.
Para quem é esse espaço
Diferentes histórias. Diferentes motivos para procurar ajuda.
A procura por uma avaliação psiquiátrica pode acontecer de muitas formas.
Algumas pessoas chegam com sintomas bem definidos. Outras percebem mudanças no humor, no sono, na energia, na ansiedade ou na maneira de se relacionar, mas ainda não compreendem exatamente o que está acontecendo.
Há quem já tenha um diagnóstico e deseje reavaliar o tratamento. Há quem esteja enfrentando um período difícil e queira compreender se existe uma condição clínica associada ao sofrimento.
Também há pessoas que nunca passaram por uma consulta psiquiátrica e não sabem o que esperar.
Não é necessário chegar com um diagnóstico ou saber explicar perfeitamente o que se sente.
A avaliação existe justamente para investigar essas questões.
Meu atendimento é voltado a adultos e parte do compromisso de compreender cada situação antes de definir, com critério, os próximos passos.
Quem sou
Sou médica, formada em 2022, e pós-graduanda em Psiquiatria pela Santa Casa de São Paulo.
Meu interesse pela saúde mental foi construído a partir de experiências pessoais, familiares, acadêmicas e, sobretudo, do contato com diferentes histórias humanas.
Crescer em uma família atravessada pelo autismo também influenciou minha percepção sobre as diferenças individuais, as relações e as muitas formas de experimentar o mundo.
Mas meu interesse pela psiquiatria vai além de uma experiência específica.
Gosto de estudar o comportamento humano, de compreender os processos que participam da construção da subjetividade e de investigar como fatores biológicos, psicológicos e sociais se relacionam.
Na prática médica, valorizo o estudo contínuo, a supervisão clínica, o diálogo com outros profissionais e a responsabilidade de reconhecer os limites do próprio conhecimento.
Não acredito que um bom atendimento dependa de ter respostas imediatas para todas as perguntas.
Acredito na importância de formular boas perguntas, sustentar dúvidas quando necessário e construir decisões clínicas fundamentadas.
O que mais me interessa na medicina continua sendo aquilo que me interessava antes dela: as pessoas.
Mariana Cabrera
Médica | CRM-SP 240482
Pós-graduanda em Psiquiatria — Santa Casa de São Paulo

Público atendido
Adultos a partir de 18 anos.
Modalidades
Atendimento online, por teleconsulta, e presencial mediante disponibilidade de agenda e espaço de atendimento.
Duração
As consultas são realizadas com tempo ampliado, conforme a modalidade de atendimento e as necessidades da avaliação.
Primeira consulta
É destinada à avaliação clínica inicial, ao conhecimento da história do paciente e à discussão das hipóteses diagnósticas e possibilidades de cuidado.
Retornos
A frequência do acompanhamento é definida individualmente, considerando as necessidades clínicas e o plano terapêutico.
Agendamento e informações
Para consultar horários disponíveis, valores e orientações sobre o atendimento, entre em contato pelo canal de agendamento.
